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Polimialgia reumática: sintomas e tratamento

A polimialgia reumática é uma doença inflamatória que causa dor e rigidez nos músculos à volta dos ombros, do pescoço e das ancas, sobretudo de manhã. Surge depois dos 50 anos e é mais frequente nas mulheres. A causa é desconhecida. Trata-se com corticosteroides, que costumam trazer uma melhoria rápida. Está ligada à arterite temporal, que exige atenção imediata. Este guia baseia-se no Manual MSD e nas informações do serviço de saúde britânico NHS.

Tema
Fisioterapia
Atualizado
Tempo de leitura
6 minutos
Revisado por
Dra. Itziar Gotxi Erezuma · Médica especialista em otorrinolaringologia · Colégio de Médicos de Bizkaia n.º 484809757

O que é a polimialgia reumática?

A polimialgia reumática causa dor, rigidez e inflamação nos músculos à volta dos ombros, do pescoço e das ancas. O Manual MSD descreve-a como uma inflamação da membrana que reveste as articulações, com dor intensa e rigidez muscular no pescoço, nas costas, nos ombros e nas ancas.

A causa é desconhecida; o NHS refere que se pensa resultar de uma combinação de fatores genéticos e ambientais.

Quem tem polimialgia reumática?

É uma doença ligada à idade. Ocorre em pessoas com mais de 50 anos; segundo o NHS, a maioria das pessoas diagnosticadas tem mais de 65 anos, e é muito rara antes dos 50. É mais frequente nas mulheres do que nos homens.

A polimialgia reumática pode surgir antes, depois ou ao mesmo tempo que a arterite de células gigantes (arterite temporal). Alguns especialistas consideram que as duas doenças são variações do mesmo processo; a polimialgia é aparentemente mais frequente.

Polimialgia reumática: sintomas

Os sintomas podem surgir de repente ou aos poucos, muitas vezes em poucos dias ou semanas:

  • dor e rigidez nos ombros, no pescoço, nas costas e nas ancas, geralmente dos dois lados do corpo;
  • rigidez pior de manhã ao acordar e depois de períodos de inatividade, que dura mais de 45 minutos e melhora com a atividade;
  • cansaço extremo (fadiga), perda de apetite e de peso;
  • febre, mal-estar e depressão.

A rigidez pode tornar-se tão forte que impede sair da cama ou fazer tarefas simples. A pessoa pode sentir-se fraca, mas os músculos não estão lesionados nem fracos.

Ligação à arterite temporal

Até 1 em cada 5 pessoas com polimialgia reumática desenvolve arterite temporal, uma doença mais grave em que as artérias da cabeça e do pescoço inflamam. Pode surgir no início ou mais tarde, às vezes mesmo depois de a polimialgia parecer curada. Os sinais são:

  • dor de cabeça nova ou frequente, geralmente de início súbito, por vezes com o couro cabeludo dorido;
  • dor nos músculos do maxilar ou na língua ao comer ou falar;
  • problemas de visão, como visão dupla ou perda de visão num ou nos dois olhos;
  • segundo o Manual MSD, também dores invulgares ou cansaço nos braços ou pernas durante a atividade.

Ao contrário da polimialgia, a arterite temporal exige atenção médica imediata, porque pode causar AVC ou cegueira se não for tratada depressa.

Quando consultar?

O NHS aconselha consultar o médico de família se tiver dor e rigidez que durem mais de uma semana, para investigar a causa.

Quem tem o diagnóstico ou suspeita de polimialgia reumática deve contactar o médico de imediato perante qualquer sinal de arterite temporal: dor de cabeça nova, dor no maxilar ou na língua ao mastigar ou falar, ou alterações da visão.

Como se diagnostica?

Não há um exame específico, e o diagnóstico pode demorar, porque os sintomas são parecidos com os de outras doenças mais comuns, como a artrite reumatoide, que é preciso excluir. O médico baseia-se nos sintomas e no exame físico e pede análises:

  • velocidade de sedimentação (VS) e proteína C reativa (PCR), que mostram a inflamação e costumam estar muito altas;
  • hemograma, que pode mostrar anemia e plaquetas altas;
  • hormonas da tiroide, para excluir problemas da tiroide que também causam dor muscular;
  • creatina cinase, normal na polimialgia, para excluir lesão muscular;
  • fator reumatoide e anticorpos anti-CCP, para distinguir da artrite reumatoide.

O NHS refere também análises à urina e, por vezes, radiografias ou ecografias.

Critérios que confirmam o diagnóstico

Depois de excluir outras causas, o NHS explica que a polimialgia reumática pode ser diagnosticada com confiança quando se cumprem todos estes critérios:

  • idade superior a 50 anos;
  • dor nos ombros ou nas ancas;
  • rigidez matinal que dura mais de 45 minutos;
  • sintomas há mais de 2 semanas;
  • análises com inflamação aumentada;
  • melhoria rápida dos sintomas com corticosteroides.

O Manual MSD sublinha também que a resposta rápida a doses baixas de corticosteroides apoia o diagnóstico.

Tratamento com corticosteroides

O tratamento principal são os corticosteroides em comprimidos, que bloqueiam a inflamação. Não curam a doença, mas aliviam os sintomas, geralmente em poucos dias, com uma melhoria muitas vezes dramática.

  • começa-se com uma dose baixa ou moderada, que se reduz gradualmente até à dose mínima eficaz; se houver também arterite temporal, usa-se uma dose mais alta para reduzir o risco de cegueira;
  • a maioria das pessoas precisa de tratamento durante 1 a 2 anos; algumas mantêm uma dose baixa durante vários anos;
  • nunca se deve parar os corticosteroides de repente sem indicação do médico, porque pode fazer muito mal;
  • em quem tem recaídas ou não responde bem, podem associar-se imunossupressores, e analgésicos podem ajudar enquanto a dose desce.

Há consultas regulares, com análises, para ajustar a dose: segundo o NHS, a cada poucas semanas nos primeiros 3 meses e pelo menos a cada 3 meses no primeiro ano. Se os sintomas voltarem, contacte o médico.

Onde as fontes divergem

As duas fontes concordam nos pontos principais, mas diferem em alguns detalhes:

  • Dose inicial. O Manual MSD fala de uma dose baixa de corticosteroide. O NHS fala de uma dose moderada no início, reduzida a cada 1 a 2 meses.
  • Efeitos secundários. O NHS detalha efeitos dos corticosteroides, como alterações do humor, aumento do apetite, tensão alta, ossos fracos e mais infeções. O Manual MSD diz só que costumam causar efeitos secundários em adultos mais velhos.
  • Idade. O Manual MSD diz que ocorre depois dos 50 anos. O NHS acrescenta que a maioria das pessoas diagnosticadas tem mais de 65.

Pontos-chave sobre a polimialgia reumática

  • A polimialgia reumática causa dor e rigidez nos ombros, pescoço e ancas.
  • Surge depois dos 50 anos e é mais frequente nas mulheres.
  • A rigidez é pior de manhã e dura mais de 45 minutos.
  • Diagnostica-se pelos sintomas e por análises de inflamação, excluindo outras doenças.
  • Os corticosteroides trazem melhoria rápida e são reduzidos aos poucos, durante 1 a 2 anos.
  • Dor de cabeça nova, dor no maxilar ou problemas de visão podem ser arterite temporal: contacte o médico de imediato.

Perguntas frequentes sobre a polimialgia reumática

Estas respostas são informações gerais e não substituem uma consulta nem uma avaliação médica individual.

O que é a polimialgia reumática?

É uma doença inflamatória que causa dor e rigidez nos músculos dos ombros, do pescoço e das ancas, sobretudo de manhã.

Quem tem polimialgia reumática?

Pessoas com mais de 50 anos, sobretudo depois dos 65, e mais as mulheres do que os homens.

Qual é o sintoma principal?

Rigidez muscular de manhã que dura mais de 45 minutos, nos ombros, pescoço e ancas.

Como se trata a polimialgia reumática?

Com corticosteroides em comprimidos, que aliviam os sintomas em poucos dias e são reduzidos aos poucos durante 1 a 2 anos.

O que é a arterite temporal?

É uma inflamação das artérias da cabeça e do pescoço que surge em até 1 em cada 5 pessoas com polimialgia e pode causar cegueira ou AVC.

Posso parar os corticosteroides quando me sentir melhor?

Não. Nunca se devem parar de repente sem indicação do médico; a dose é reduzida aos poucos.

Fontes

  1. Manual MSD (Versão Saúde para a Família) · Polimialgia reumática
  2. NHS · Polymyalgia rheumatica

Este guia tem finalidade informativa e não substitui a avaliação médica. O diagnóstico e o tratamento dependem da sua consulta e do seu histórico clínico. Em caso de emergência, ligue para o 112.