O que é o herpes labial?
Há dois tipos de vírus do herpes simples. O HSV-1 é a causa comum do herpes nos lábios; o HSV-2 é a causa habitual do herpes genital, embora o HSV-1 também o possa causar. O herpes labial também é chamado de afta labial ou «febre» nos lábios.
Estas infecções são muito frequentes em todo o mundo: afetam mais de um terço das crianças e cerca de dois terços dos adultos. Depois da primeira infecção, o vírus fica inativo nas células nervosas para toda a vida e pode reativar-se periodicamente, causando bolhas na mesma zona.
Herpes labial: sintomas e fases
- Formigamento: começa com formigamento, comichão ou ardor no local, que dura de minutos a horas.
- Bolhas: nas 48 horas seguintes surgem uma ou mais bolhas pequenas, dolorosas e cheias de líquido, com a pele à volta avermelhada.
- Úlceras e crosta: as bolhas rebentam, formam pequenas feridas e depois crosta.
- Cura: ao fim de 5 a 10 dias a crosta cai e o episódio termina.
Às vezes o formigamento e a vermelhidão aparecem sem chegarem a formar-se bolhas. O NHS indica que as bolhas podem surgir em qualquer parte do rosto.
A primeira infecção na boca
A primeira infecção oral provoca muitas vezes feridas dolorosas dentro da boca, a gengivoestomatite herpética, mais comum em crianças. A pessoa sente-se doente, com febre, dor de cabeça e dores no corpo.
As feridas demoram 10 a 19 dias a sarar e costumam ser intensas, tornando muito incômodo comer e beber, com risco de desidratação. Às vezes a primeira infecção não dá sintomas. O NHS aconselha procurar o médico se houver gengivas inchadas e dolorosas e feridas na boca.
O que desencadeia as crises
- exposição excessiva ao sol,
- febre, resfriados e outras doenças,
- tensão emocional e ansiedade,
- traumas, como um procedimento dentário,
- sistema imunológico enfraquecido,
- alterações hormonais, por exemplo com a menstruação.
Muitas vezes não se sabe o que desencadeou a crise.
Como se transmite e quanto tempo é contagioso
O herpes é muito contagioso. Transmite-se pelo contato direto com as feridas e, às vezes, com a boca ou a zona genital de pessoas infectadas mesmo sem feridas visíveis. Segundo o NHS, é contagioso desde o primeiro formigamento até o herpes estar totalmente curado, e pode passar para outras pessoas e outras partes do corpo.
- lavar as mãos com água e sabão sempre que tocar no herpes,
- não beijar ninguém, sobretudo bebês: o herpes neonatal é muito perigoso,
- não partilhar copos e evitar tocar nos lábios,
- evitar o sexo oral até o herpes sarar, porque pode transmitir herpes genital.
Outras infecções e complicações
O vírus pode infectar outras zonas. No dedo causa inchaço, vermelhidão e dor na ponta, por exemplo em crianças que chupam o dedo ou roem as unhas. Na córnea causa uma úlcera dolorosa, sensibilidade à luz e visão turva, que deve ser tratada com um oftalmologista.
Pessoas com eczema atópico podem ter uma infecção grave na pele afetada e devem evitar estar perto de alguém com herpes ativo. Raramente o vírus infecta o cérebro, com confusão, febre e convulsões. Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido podem ter feridas extensas que demoram semanas a sarar.
Tratamento do herpes labial
Nenhum medicamento elimina o vírus. Os antivirais, em pomada ou comprimidos, podem aliviar um pouco o desconforto e resolver os sintomas um ou dois dias mais cedo. São mais eficazes se iniciados poucas horas após os primeiros sintomas, de preferência ao primeiro formigamento.
Quem tem crises dolorosas frequentes pode tomar antivirais todos os dias por indicação médica, mas isso não impede necessariamente o contágio. O médico pode receitar comprimidos antivirais se o herpes for muito grande, doloroso ou voltar muitas vezes. O farmacêutico pode aconselhar cremes para a dor, cremes antivirais e pensos (curativos) protetores.
Cuidados em casa e prevenção
- manter a zona limpa, lavando suavemente com água e sabão,
- aplicar gelo, que acalma e reduz o inchaço,
- não tocar no herpes e aplicar o creme com toques suaves, sem esfregar,
- beber bastante líquido e evitar alimentos ácidos ou salgados se pioram a dor,
- tomar analgésicos se necessário; não dar ácido acetilsalicílico a menores de 16 anos,
- evitar o que desencadeia as crises, como o sol e solários, e usar protetor labial com fator 15 ou mais.
Os anestésicos locais podem aliviar a dor, mas devem usar-se só conforme as instruções. Consulte o seu médico.
Onde as fontes divergem
As duas fontes concordam nos pontos principais, mas diferem em alguns detalhes:
- Tempo de cura. O Manual MSD indica que a crosta cai ao fim de 5 a 10 dias. O NHS diz que o herpes deve começar a sarar em 10 dias.
- Dispositivos de luz. O NHS refere aparelhos de luz ou laser vendidos em farmácias, com pouca evidência. O Manual MSD não os menciona.
- Detalhe. O Manual MSD descreve também o herpes genital, ocular e cerebral e a infecção do recém-nascido. O NHS centra-se no herpes labial.
Pontos-chave sobre o herpes labial
- O herpes labial é causado sobretudo pelo vírus HSV-1.
- Começa com formigamento e evolui para bolhas e crosta.
- Costuma sarar em 5 a 10 dias.
- É contagioso do primeiro formigamento até sarar.
- Os antivirais funcionam melhor quando iniciados cedo.
- Sol, febre e estresse podem desencadear as crises.
Perguntas frequentes sobre herpes labial
Estas respostas são informações gerais e não substituem uma consulta nem uma avaliação médica individual.
O que causa o herpes labial?
O vírus do herpes simples, sobretudo o tipo 1, que fica no corpo e pode reativar-se.
Quanto tempo dura o herpes labial?
Em geral 5 a 10 dias, desde o formigamento até a crosta cair.
O herpes labial é contagioso?
Sim, desde o primeiro formigamento até estar totalmente curado.
Herpes labial tem cura?
O vírus fica no corpo, mas as crises saram sozinhas e os antivirais podem encurtá-las.
O que fazer ao sentir o formigamento?
Aplicar um creme antiviral logo, lavar as mãos e evitar beijar e partilhar copos.
Herpes labial pode passar para os genitais?
Sim, o sexo oral com herpes ativo pode transmitir herpes genital.
Fontes
Este guia tem finalidade informativa e não substitui a avaliação médica. O diagnóstico e o tratamento dependem da sua consulta e do seu histórico clínico. Em caso de emergência, ligue para o 112.
